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sem motivo.

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Quando o desprendimento se impõe às amarras do interesse imediato, e é nessa nesga de liberdade que me lanço em voo livre, ao acaso, num caminho sem destino, quando isso acontece, sim, aí tenho a noção perfeita de que a ausência de motivos é o ideal de felicidade mais próximo e mais fácil de alcançar. Contra o ensino dos pragmáticos coachs do desempenho, me manifesto. Porque no sentido inverso da performance está o sabor inimitável do acaso, como no sentido inverso dos discos se revelam as palavras proibidas das canções. Rumos e ideias ao acaso, o olhar fortuito que encontra a poesia no pormenor. O encontro acidental. Destes pedaços de permissividade e pelo clamor à rebeldia, se resgata o humano encoberto na capa artificial do previsível. O meu encontro com o acidental é uma bênção fresca para os dias bolorentos.

 

 

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