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ciclones extremados.

A fractura está cada vez mais exposta. Os ventos de mudança dão lugar aos ciclones extremados. É sintomático ver o zelo com que se reclama a protecção da propriedade privada, e se cala face à exploração humana bem debaixo dos nossos narizes empinados e hipócritas.
Não me venham falar das virtudes da pseudo-herança judaico-cristã da civilização europeia. Somos capazes das mesmas atrocidades dos extremismos que dizemos querer combater. A nossa jihad é pelo ego-consumismo-cristão. Os nossos atentados são mais elaborados e subtis, mas igualmente destruidores. Os nossos templos pregam mais o sucesso do cristianismo empreendedor e o bem-estar da alma, do que o incómodo revigorante que o amor ao próximo provoca no nosso conforto.
É muito difícil acreditar consistentemente num liberalismo económico que assobia para o lado, enquanto trata os trabalhadores como meras máquinas de produção industrial, e os cidadãos como consumidores estupidificados em obesidade mórbida de individualismo.
É muito difícil acreditar no cristianismo mainstream, rendido ao sucesso e que luta empenhadamente pela preservação de pseudovalores do farisaísmo, vestido de modernidade, que não são mais do que redutos de poder e domínio, negligenciando a realidade social e a justiça.
Caminhemos então, alegremente, rumo ao abismo da infra-humanidade.

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